
Casa de Belchior
Por entre restos de vaidade
Pesa a mesura da saudade
Jaz o cheiro de naftalina
Encontro vestígios do antiquado
Noutro a fraqueza do que ainda vinda
E por último a incerteza da serventia
Remexo caixas e caixas de solidão
Chambres manchados com a idade
Óculos já de queda d’água fragorosa
E já no adeus à porta
Deixo a casa de muitas vidas
De quase uma multidão taciturna, semimorta
Que aguarda esquecida
A segunda chance
De reverdecer